quinta-feira, 3 de março de 2011

É só mais um bocadinho e chegamos lá.


"Petição em prol dos ex-combatentes"
A petição tem agora 3896 (97,40%) assinaturas
From: Inácio Rodrigues da Silva
Sent: Sunday, January 16, 2011 7:25 PM
Subject: Petição em prol dos ex-combatentes
[...]
"Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios", que poderá ser acedida através do link:
Se, porventura, já têm conhecimento deste assunto ou já assinaram a Petição, apresento as minhas desculpas.
O sucesso da mesma dependerá da adesão que ela merecer por parte de todos os ex-combatentes, familiares, amigos e cidadãos em geral.
Há que vencer a info-exclusão, transmitindo aos que não têm Internet e não a querem ter, que poderão, com a ajuda dos que a têm, VOTAR/ADERIR/CONCORDAR/ASSINAR.
Solicito e agradeço, desde já, a todos os ex-camaradas que desenvolveram BLOGUES ou PÁGINAS DE INTERNET, e a todas as pessoas que, duma forma ou doutra o possam fazer, que noticiem este facto e, se possível, publiquem o link, acima indicado, para aceder à mesma.
[...]
É necessário obter um mínimo de 4.000 assinaturas, para que a mesma possa ser entregue aos Órgãos do Estado a que se destina: Assembleia da República e Governo.
Não esquecer que, após a assinatura da Petição, terá que ser feita a sua confirmação a partir do email que o Site PETIÇÃO PÚBLICA envia para a caixa de correio de cada um de vós. 
Os meus cumprimentos e um abraço fraterno do seu autor
Inácio Silva, ex-CArt 2732 (Mansabá-Guiné)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Unimog no Catur

24-01-1970.
Um dia dos 365 que compunham o ano de 1970.
Cito este dia,por ter sido um de entre muitos, que ainda hoje recordo como dos mais marcantes da minha passagem (obrigatória)pela guerra colonial Portuguesa.
Às 01 horas deste dia, foi convocado o pelotão de sapadores no qual, eu, como rádio telefonista (sem rádio), por norma fazia parte. A missão era ir rebocar um unimog destruído no dia 23-01-1970 por uma mina anti carro
Não me recordo a que companhia pertenciam os camaradas flagelados por este rebentamento, mas sei que os mesmos iriam tentar destruir uma das bases Frelimo.
Acima digo dia marcante, pois a tarefa foi difícil e demorada.
Chegados ao local, que eu não sei bem o porquê mas chamo de picada dos ananases, içámos o unimog para cima de uma berliet e começámos o tão desejado regresso ao Catur.
Depois de uma descida bem inclinada passámos um pequeno riacho (formado na altura) e esperava-nos logo a seguir uma subida tanto ou mais inclinada que a descida acabada de fazer.
Com  a pouca experiência nestas peripécias eis que cai uma forte trovoada, água com fartura e árvores de algum porte a menos. O calvário intensificou-se, a Berliet não subia e os pequenos arbustos foram arrancados pelo guincho.
Eu, julgo não ter sido o único, contrariando as regras,  meti-me debaixo da berliet com uns morros logo ali em cima de nós. Parecia que tudo queria desabar, o in. não tinha melhores presas, felizmente, eles também estariam abrigados da trovoada e por aí tudo correu bem.
Passado algum tempo o bendito Sol apareceu e lá conseguimos sair daquele inferno.
Não sei quantas horas passámos lá, mas com a secagem da picada até o Céu parecia estar mais perto de nós.
Um azar nunca vêm só, é que por incúria não levámos ração de combate. Quando a fome já apertava, eis que em nosso socorro, veio um pelotão de  MASSANGULO  e a normalidade possível regressou.
O fim da missão só terminou quando pelas 18 horas finalmente cheguei ao Quartel do CATUR.
Não há dois dias iguais este foi apenas mais um com final feliz.
Quimarques

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feliz Ano de 2011


A todos os ex combatentes desejo

Recados Animados

De que este seja melhor do que todos os já passados um abraço
Quimarques 





sábado, 25 de dezembro de 2010

Graça O (Checa) da Fuseta

A fotografia (postal da estação apeadeiro da Fuseta) que aqui publico foi-me oferecida em 1970 em Moçambique pelo meu, nosso camarada cujo nome apenas me recordo GRAÇA ou o Checa,este ultimo nome  que como todos vós se recordam  trata-se de ser mais novo neste caso na CCS do B.CAÇ 2895.
O GRAÇA  foi parar à nossa companhia em rendição individual.
Sem todos os pormenores sei que o GRAÇA casou pelo registo civil no dia 23de Junho de 1971 creio que  a mulher continuava cá em PORTUGAL .
Quando do regresso da CCS do B.CAÇ 2895 ele ficou por lá,Moçambique,Africa do Sul?.
Até hoje nunca mais nada sobre o mesmo.
Se algum camarada tiver notícias acerca do Camadara GRAÇA agradecia que as partilhasse comigo.
Um grande Abraço para o Camarada GRAÇA(volta,aparece estás perdoado!!!)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Psico (Bunker do Catur)

Esta mensagem penso poder dizer que é uma resposta à anterior.
A CCS. do BCAÇ 2895 entre muitas coisas também fazia mais uma designada PSICO.
Que consistia no contacto com as populações vizinhas,distribuindo pelas mesmas arroz, sal, farinha etc.
De entre tantas  dessas boas acções destaco esta,no dia 27 de Dezembro de 1969,na povoação estava uma mulher (doente) penso que grávida  em estado aflitivo e o nossos Comandantes destacaram um pelotão no qual eu me incluía para em plena escuridão da noite a levar ao Hospital de VILA-CABRAL, o que aconteceu à mulher doente nada mais sei,mas que foi uma acção de PSICO isso foi.
O ditado popular diz que com vinagre não se apanham moscas,e os homens da FRELIMO não estavam todos longe do CATUR.
Talvez por estas coisas eles nos deixaram o BUNKER em paz,porém também marcaram terreno uma mina anti carro a escassos dois três kilometros , umas rajadas nas nossas casernas de zinco e para despedida um ataque ao combóio aquando da nossa deslocação para FURANCUNGO. A esta ultima acção eu não assisti,pois  já estava em Furancungo,por isso os camaradas que melhor possam descrever não só esta mas como todas as outras citadas pediam que me corrigissem se for caso disso.
Viva PORTUGAL










O Bunker do Catur

O posto avançado de segurança à estação dos C.F.do CATUR.
A foto mostra a verdadeira fortaleza que a CCS do B.CAÇ 2895 (e outras)tinha em frente da estação do CATUR.
Era quase à prova de nada,mas no tempo em que lá estivemos felizmente resistiu às intempéries, tanto  a quanto foi preciso.
A FRELIMO  sabia quanto era duro três homens passar ali a noite de todos os dias,santos,feriados e domingos,graças a isso não ousou tentar destruir aquele verdadeiro BUNKER.
Num aparte para dizer que juntamente com mais dois camaradas cujo nome não tenho nos meus apontamentos aqui passei a noite de 24 para 25 de Dezembro de 1969.Nada melhor para no dia 25 prestar guarda de honra ao SR. BRIGADEIRO Segundo Comandante da R.M.de MOÇAMBIQUE,que amavelmente nos presenteou com a sua visita ao CATUR,era só presentes.

Recordar faz hoje 48 anos que no cais de Alcântara/R.Infataria 1 me separei do meu grande Amigo aqui na foto ao meu lado .Falo  de José  ...